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Amor Exigente

Postado por semdrogas em 27-04-2012 com nenhum comentário

OS 12 PRINCIPIOS BÁSICO DO AMOR EXIGENTE

1º – RAÍZES CULTURAIS: “Ninguém dá o que não tem”. Pais vázios, filhos frágeis. Escrevia im jovem encarcerado a seus pais: “Porque vocês foram tão fracos no bem, eu fui forte no mal”. Pais desesperados, filhos desorientados.

2º – OS PAIS TAMBÉM SÃO GENTE: Isso quer dizer que os pais não são onipotentes, pelo contrário, devem aceitar suas imperfeições e devem perdoar a si próprios, sem perder a autoridade, nem desanimar por causa dos problemas.

3º – OS RECURSOS SÃO LIMITADOS: Na verdade, os pais precisam ser ajudados com o apreço, reconhecimento e atenção dos filhos, pois sofrem limitações econômicas, emocionais, éticas, religiosas.

4º – PAIS E FILHOS NÃO SÃO IGUAIS: Aos pais cabe a obrigação de intervir, de estabelecer normas, de cobrar. Não pode abdicar de sua missão nem de sua autoridade. Os filhos devem respeito aos pais.

5º – CULPA: O jogo da culpa não resolve nada. A culpa torna as pessoas indefesas e sem ação. De nada adianta autoflagelar-se, o que importa é mudar, aprender com os erros. É tempo de parar de se culpar e culpar os outros e de começar a agir com novos propósitos.

6º COMPORTAMENTO: O comportamento dos pais afeta os filhos e o comportamento dos filhos afeta os pais. O jeito de ser pai e mãe, o testemunho de vida dos pais, os gestos mais que as palavras afetam os filhos. Por outro lado, os acontecimentos da vida dos filhos, sua conduta, suas crises, afetam os pais. Os pais também precisam de ajuda.

7º TOMADA DE ATITUDE: É preciso tomar atitude. Não omitir-se nem delegar responsabilidades para terceiros. Os pais devem discordar dos filhos quando errados, tomar atitude contra os abusos, buscar o apoio de outras pessoas, sobretudo obter informações. É preciso decidir, agir, cumprir seu dever e sua missão.

8º A CRISE: Os problemas são possibilidades de vitória. É preciso trocar idéias, aceitar ajuda de outras pessoas, saber administrar as crises. Das crises bem administradas surge a possibilidade de mudanças positivas.

9º GRUPO DE APOIO - Esse grupo é formado por pais envolvidos com problemas de drogas com seus filhos, para troca de experiências, informações e instruções. Assim, os pais não se sentem sozinhos e tem um ambiente propicio para seus desabados e alivio das tensões.

10º. – COOPERAÇÃO: Exigir a cooperação dos filhos. Os pais devem dar tarefas e trabalhos para os filhos em casa, fazendo-os participar da vida familiar. A essência da família repousa na cooperação, é preciso viver a cooperação e queremos ensinar cooperação.

11º. – EXIGÊNCIA OU DISCIPLINA: A disciplina é uma necessidade. Sem disciplina, os filhos crescem inseguros e tornam-se onipotentes. Os pais acabam sendo reféns de seus filhos. É preciso estabelecer limites e educar. Não esconder a verdade.

12º. – AMOR: Amar é saber ser firme, saber dizer não. Os pais não devem ceder aos sentimentos e emoções. Não colocar panos quentes sobre os erros dos filhos. Muito menos justificar seus erros, não se abalar com as chantagens. O sofrimento é redentor. O amor é exigente.

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Mortalidade do alcoolismo no Brasil é quase tão grande quanto a do crack

Postado por semdrogas em 19-09-2011 com nenhum comentário

Estudo da Unifesp revela que 17% dos dependentes atendidos morreram após cinco anos; na Inglaterra, o índice é de 0,5%; violência e doenças relacionadas ao vício em álcool foram as principais causas de morte; religião é apontada como fator de proteção

Lígia Formenti / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

O índice de mortalidade entre dependentes de álcool no Brasil está próximo do registrado entre usuários de crack. Pesquisa inédita feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que, em cinco anos, 17% dos pacientes atendidos em uma unidade de tratamento da zona sul de São Paulo morreram.

“É um número altíssimo. Na Inglaterra, o índice não ultrapassa 0,5% ao ano”, diz o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador do estudo.

O trabalho, que será publicado na próxima edição da Revista Brasileira de Psiquiatria, segue uma linha de pesquisa de Laranjeira sobre morte entre dependentes de drogas. O estudo feito entre usuários de crack demonstrou que 30% morreram num período de 12 anos. “Naquela mostra, a maior parte dos pacientes morreu nos primeiros cinco anos. Podemos dizer que os índices estão bastante próximos.”

O estudo sobre dependência de álcool procurou, depois de cinco anos, 232 pessoas que haviam sido atendidas num centro do Jardim Ângela, zona sul, em 2002. Desse grupo, 41 haviam morrido – 34% por causas violentas, como acidentes de carro ou homicídios. Outros 66% foram vítimas de doenças relacionadas ao alcoolismo. “Os resultados estampam a falta de uma rede de assistência para esses pacientes. Todas as fases do atendimento são deficientes: desde o serviço de urgência, para o dependente em crise, até a rede de assistência psicossocial”, diz Laranjeira.

Violência. Os altos índices de mortalidade são explicados por Laranjeira. Entre dependentes de álcool, principalmente nos casos mais graves, pacientes perdem o vínculo com a família, com o trabalho e adotam atitudes que os expõem a riscos, como sexo sem preservativo ou brigas.

A velocidade desse processo é maior entre pessoas de classes menos privilegiadas, avalia Laranjeira. “Como em qualquer outra doença, pessoas que têm acesso a um serviço de melhor qualidade têm mais chances de controlar o problema. Daí a necessidade de equipar melhor a rede pública”, comparou.

O grupo avaliado na pesquisa da Unifesp ilustra esse processo. A totalidade dos pacientes atendidos era de classe E e D – 52,2% estavam desempregados. A idade média dos entrevistados era de 42 anos. “Debilitados e sem dinheiro, esse grupo dificilmente consegue se inserir novamente na sociedade”, completou.

A ligação com a violência também está clara. O trabalho mostra que entre sujeitos que consumiram álcool, o risco de estar envolvido com crime era 4,1 vezes maior que entre os abstêmios.

Laranjeira lembra que o Jardim Ângela é bairro de periferia. “Mas os baixos indicadores dos pacientes analisados na pesquisa estão longe de refletir a população do bairro. Ali há economia, pessoas estão empregadas.”

Religião. Além da alta mortalidade, a pesquisa conclui que atividades religiosas exercem um efeito protetor sobre os dependentes. Entre os que pertenciam a algum grupo, incluindo os de autoajuda, os índices de participação em crimes eram menores que entre os demais. Dos entrevistados que faziam parte de algum grupo religioso, 30,6% não tiveram participação em crime. Entre os que não estavam ligados a nenhum grupo religioso, 18% conseguiram se manter afastados de crimes.

“Num cenário de total desassistência, é ali que o grupo conseguiu apoio”, diz Laranjeira. Um resultado que, na avaliação do pesquisador, é muito importante de ser considerado. “Numa doença que apresenta um índice de mortalidade de 17%, qualquer fator protetor deve ser estimulado, sem preconceito.” Justamente por isso ele não hesitaria em recomendar para os pacientes procurarem grupos de apoio, incluindo os de natureza religiosa.

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Como é que as DROGAS funcionam?

Postado por semdrogas em 13-09-2011 com nenhum comentário

As drogas são essencialmente venenos. A quantidade utilizada determina o efeito. Uma pequena quantidade atua como um estimulante (acelera a pessoa). Uma grande quantidade atua como sedativo ( desacelera a pessoa). Uma quantidade ainda maior de veneno pode matá-lo.

Isto é verdade para qualquer droga. Apenas a quantidade necessária para alcançar o efeito difere.

As drogas bloqueiam todas as sensações, tanto as desejáveis como as indesejáveis. Enquanto as drogas têm um valor de curto prazo para resolver a dor, elas aniquilam as capacidades e o estado de alerta e turvam o pensamento de uma pessoa.
Medicamentos são drogas que pretendem acelerar ou desacelerar ou mudar alguma coisa sobre o modo como o corpo está funcionando para tentar fazê-lo funcionar melhor. Por vezes elas são necessárias. Mas elas continuam a ser drogas: elas atuam como estimulantes ou sedativos e demasiados podem matá-lo. Deste modo se os medicamentos não são usados como devem ser usados, eles podem ser tão dolorosos como drogas ilegais.

AS DROGAS AFETAM A MENTE

Normalmente, quando a pessoa se lembra de alguma coisa, a mente é muito rápida e a informação vem à pessoa rapidamente. Mas as drogas embaraçam a memória, causando lugares em branco. Quando uma pessoa tenta obter informação através desta confusão nebulosa, ela não o consegue fazer. As drogas fazem as pessoas sentirem-se lentas ou estúpidas e fazem a pessoa falhar na vida. E quanto mais fracassos ele tem na vida, mais difícil a vida se torna, ele deseja mais a droga como desejo de lidar com o problema ou de fugir dele.
Isto pode distorcer as percepções do toxicómano sobre o que está acontecendo a sua volta. Como um resultado, as ações da pessoa podem parecer muito estranhas ou irracionais. Ela pode até tornar-se violenta.

AS DROGAS DESTROEM A CRIATIVIDADE

Uma mentira dita sobre as drogas é que elas ajudam uma pessoa a ser mais criativa. A verdade é muito diferente. A verdade é que as drogas destroem a criatividade. isto deve-se aos efeitos que as drogas e toxinas têm na resposta emocional da pessoa para a vida.
Uma pessoa que se sinta triste pode usar drogas na esperança de se sentir feliz, mas isto não funciona. A cocaína, por exemplo, põe a pessoa numa espécie de alegria falsa, mas quando o efeito da droga termina, ele ou ela vai ainda mais para baixo do que estava antes. E cada vez a emoção cai mais e mais para baixo. Eventualmente as drogas irão destruir completamente toda a criatividade que a pessoa tem.

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Porque é que as pessoas consomem DROGAS?

Postado por semdrogas em 13-09-2011 com nenhum comentário

As pessoas consomem drogas porque querem mudar alguma coisa em suas vidas. Aqui estão algumas das razões que os jovens deram para consumirem drogas:
- Para se encaixar
- Para escapar ou relaxar
- Para aliviar o aborrecimento
- Para parecer crescido
- Para se rebelar
- Para experimentar
Elas pensam que as drogas são a solução. Mas eventualmente, as drogas tornam-se um problema grave.
Usar drogas não é a resposta nem a solução para qualquer problema. Sendo difícil como é enfrentar os próprios problemas, as consequências das drogas são sempre piores do que o problema que uma pessoam está tentando resolver com as drogas. A verdadeira resposta é conseguir os fatos e não consumir drogas em primeiro lugar.

DEFINIÇÕES:
Dependência: Um estado de habituação ou vício físico ou mental de uma substância, especialmente uma droga ilegal ou legal que tenha um efeito destrutivo.
Droga: As drogas são substâncias que não são comida ou nutrição, que quando colocadas dentro do corpo mudam o modo de operação do corpo ou o modo de como uma pessoa pensa ou sente.
Droga ilegal: Uma droga que não está autorizada pela Lei por causa dos seus efeitos perigosos.
Narcótico: Uma droga afeta o sistema nervoso central (nervos e medula espinal) de um modo que pode produzir doenças, euforia, perdas de memória, falhas de coordenação e incosciência. Muitos narcóticos são derivados da papoila do ópio.
Sindrome de Abstinência: As reações físicas e emocionais sentidas quando o individuo está saindo de uma droga. Isto pode variar entre um desconforto médio a dores intensas e ataques, dependendo das drogas. Evitar estas dores é uma razão porque os viciados não conseguem sair das drogas sozinhos, mesmo que eles queiram sair.

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Francine Deschamps

Postado por semdrogas em 06-09-2011 com um comentário

Francine Deschamps faleceu em outubro de 2009, vítima das drogas. Foi usuária de cocaína por um ano, estava em tratamento para a dependência química e teve uma recaída. Com a mistura dos medicamentos do tratamento e a droga, acabou tendo uma overdose e faleceu. Sua irmã, Isabela Deschamps criou um Blog para mostrar a todos os seus amigos a luta da Fran contra a dependência, as suas aflições e angústias, que ela deixou registrado num diário e que foi publicado por Isabela no Blog. Clique abaixo e confira.

www.saudadesdafran.blogspot.com

Publicado em: Drogas, Família, Tratamentos

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1 comentário
  1. camila

    oi conheci seu blog e adorei, meu irmão também já foi viciado mais graças a Deus se recuperou a tempo, agora tem esposa e filhos, quanto vi as matérias sofri junto com você, pela perda da irmã e agora da mãe, mais pense que tudo nesta vida e pela permição de Deus, que ele te abençoe muito e te de forças para mais esta prova. abraço.

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Eu vou Sem Drogas

Postado por semdrogas em 06-09-2011 com nenhum comentário

Publicado em: Drogas, Família, Tratamentos

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Efeitos do fumo para o bebê são piores do que se imaginava

Postado por semdrogas em 23-08-2011 com nenhum comentário

Veja.com.br – Infância

Filhos de mães que fumaram durante a gravidez correm 40% mais riscos de ter problemas de desenvolvimento. Mães brasileiras fizeram parte do estudo

Fumo aumenta em 40% as chances de recém-nascido ter problemas de desenvolvimento.

“Dada a importância da saúde na primeira infância e do desenvolvimento neuropsicomotor, as intervenções orientadas para reduzir o fumo pré-natal podem resultar em melhorias significativas no desenvolvimento da criança”

George Wehby, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Iowa e autor principal do estudo:

Bebês que nasceram de mães que fumaram durante a gravidez correm mais riscos de enfrentarem atrasos no desenvolvimento neurobiológico do que pesquisas apontavam anteriormente. Publicado no periódico científico Journal of Human Capital, um estudo da Universidade de Iowa, que analisou inclusive mulheres brasileiras, mostra que o fumo aumenta em 40% as chances de um recém-nascido — entre três meses e 24 meses de idade — ter problemas de desenvolvimento. Os efeitos são mais graves entre crianças de famílias mais pobres.

“O estudo destaca os perigos do fumo pré-natal”, disse George Wehby, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Iowa e coordenador do estudo. “Esperamos que ele dê mais destaque para a necessidade de desencorajar as mulheres grávidas a fumar.”

No total, foram estudadas 1.600 crianças de clínicas de saúde da Argentina, Brasil e Chile. Para chegar aos resultados, os pesquisadores perguntaram às mães sobre seu consumo de cigarro. Além disso, eles também fizeram exames neurológicos nas crianças, o que incluiu testes cognitivos, avaliação da comunicação e da função neurológica básica. Aproximadamente 11% das mulheres que participaram do estudo fumaram durante a gravidez.

Segundo os pesquisadores, crianças pobres eram as mais afetadas que as outras porque as mães tinham tendência a fumar mais. “Ter um melhor nível socioeconômico pode compensar alguns dos efeitos adversos de fumar, como por exemplo, a adoção de hábitos mais saudáveis e melhor acesso ao pré-natal”, disse Wehby.

Estudos anteriores já demonstraram as conseqüências do fumo em crianças. Nenhum deles, porém, conseguiu isolar o fumo de outros fatores de risco. Por exemplo, grávidas que fumam também são mais propensas a consumir bebidas alcoólicas e a ter outros comportamentos que são danosos aos bebês.

No estudo, os pesquisadores também levaram em conta as localizações geográficas das mães. Isso foi importante porque o local onde elas moram pode influenciar diretamente no preço dos cigarros e as políticas de fumo.

“Dada a importância da saúde na primeira infância e do desenvolvimento neuropsicomotor, as intervenções orientadas para reduzir o fumo pré-natal podem resultar em melhorias significativas no desenvolvimento da criança”, disse Wehby.

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A Liga acompanha rotina de um usuário de Crack

Postado por semdrogas em 10-08-2011 com 2 comentários

No último dia 21/06/2011 o programa A Liga, da Band, acompanhou a rotina de um usuário de crack, conhecido como “13″. Clique nos links, na sequência, e assista aos vídeos.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

No dia 09/08/2011 o mesmo programa abordou a realidade de moradores de rua e de como estas pessoas, em sua grande maioria, recorre às drogas para amenizar o sofrimento, a fome e o frio. Neste mesmo episódio acompanhamos a decisão do Paulo, conhecido como “13″ em se internar para tratar sua dependência do crack. Clique e acompanhe aqui a esta história vivida em milhares de lares brasileiros..

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

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  1. patricia acacia ferandes dos santos

    está historia do 13 me imocionol muito pois infelismente tem milhares de pessoas que precisa de um tratamento e infelismente não tem oportunidade

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O que é preciso saber sobre a Internação Involuntária?

Postado por semdrogas em 09-08-2011 com um comentário

Internação Involuntária é legal

Nos últimos dias, temos acompanhado uma série de notícias sobre internação involuntária, aquela que o paciente é internado contra sua vontade em uma clínica para se tratar da dependência química.
Para tirar dúvidas de quem está inseguro sobre o assunto ou quer mais detalhe sobre o procedimento, preparamos este roteiro de informações.
É importante ressaltar que a internação involuntária para dependentes químicos é um procedimento legal.
Porém, a família deve estar atenta aos procedimentos necessários e exigir da instituição que procura os documentos e registros que autorizam esta forma de internação.

- Alvará de Funcionamento emitido pela prefeitura;
- Autorização da Vigilância Sanitária; Inspeção do Corpo de Bombeiros;
- Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES);
- Registro no Conselho Regional de Medicina do Estado.
- Registro nos Conselhos de Enfermagem, Psicologia e demais conselhos que regem a atuação de profissionais de cada área.

Sem estes registros, bem como responsáveis técnicos – médicos psiquiatras e de clínica geral – não é possível, e muito menos seguro, realizar internações involuntárias.
Acompanhe abaixo informações essenciais sobre internação involuntária:

1 – O que é Internação Involuntária?
A internação involuntária é a prática de utilizar meios legais como parte de uma lei de saúde mental para internar uma pessoa em um hospital psiquiátrico, clínica ou enfermaria contra a sua vontade ou sob os seus protestos.
No caso da internação involuntária do paciente dependente químico é realizada quando a sua capacidade psíquica é afetada momentaneamente devido ao abuso de substâncias psicoativas (drogas e álcool).
O dependente não consegue mais escolher entre o consumo e a abstinência, ele está tão tomado pela doença que não consegue perceber os danos que causa a si e à sua família.

2 – Existe tratamento involuntário?
Não. A internação é involuntária, mas o tratamento apenas tem êxito quando o paciente aceita e entende a necessidade do tratamento.
A família deve procurar uma clínica de recuperação ou instituição que acolha o individuo assegurando seu bem-estar, com técnicas terapêuticas eficazes que possam oferecer a ele alternativas para um novo comportamento, sem drogas.

3 – Porque é necessária a internação involuntária?
A internação involuntária é uma intervenção necessária, pois, quando o individuo já está tomado pela dependência, ele não consegue mais distinguir o que faz bem ou mal para si e sua família, podendo sofrer consequências graves, inclusive a morte.
E a família, neste momento, deve ter a consciência de que internar, mesmo contra a vontade do paciente, é o caminho para que o indivíduo torne a ter uma vida sem a dependência das drogas.

4 – É um procedimento legal?
Sim. A internação involuntária está prevista pela Lei 10.216, de 6 de abril de 2002, regulamentada pela portaria federal nº 2.391/2002/GM.
Atenção: procure saber se a instituição que procurou respeita estas determinações legais, pois nem todas as entidades que prestam este serviço possuem autorização para realizá-lo.

5- O que diz a Lei sobre a internação involuntária?
Art. 2º. Definir que a internação psiquiátrica somente deverá ocorrer após todas as tentativas de utilização das demais possibilidades terapêuticas e esgotados todos os recursos extra-hospitalares disponíveis na rede assistencial, com a menor duração temporal possível.

Art.4º Estabelecer que as internações involuntárias, referidas no art. 3.º § 2º, deverão ser objeto de notificação às seguintes instâncias: I – ao Ministério Público Estadual ou do Distrito Federal e Territórios onde o evento ocorrer, II – à Comissão referida no art. 10º.

Art. 5º Estabelecer que a Comunicação de Internação Psiquiátrica Involuntária deverá ser feita, no prazo de 72 horas, às instâncias referidas no artigo anterior, observado o sigilo das informações, em formulário próprio (Termo de Comunicação de Internação Psiquiátrica Involuntária, modelo constante do Anexo desta Portaria), que deverá conter laudo de médico especialista pertencente ao quadro de funcionários do estabelecimento de saúde responsável pela internação.

Parágrafo único. O laudo médico é parte integrante da Comunicação de Internação Psiquiátrica Involuntária, a qual deverá conter obrigatoriamente as seguintes informações:

Clique e Confira a lei completa aqui

6 – Qual a primeira etapa para solicitar a internação involuntária?
A partir do momento em que a internação é solicitada à clínica de recuperação ou instituição de saúde, o ministério público é informado, de acordo com as determinações da portaria federal nº 2.391/2002/GM e da lei 10.216.
O processo é feito com diagnóstico médico, elaborado por psiquiatra e ou clínico especialista em dependência química.

7 – Quem possui autorização para solicitar esta internação involuntária?
Apenas pessoas de ligação consanguíneas – ou seja, pai, mãe, irmão, tio, avô – têm autoridade para solicitar a internação involuntária. Cônjuges, por sua vez, não têm a permissão de autorizar este tipo de internação.

Após estar ciente de todos estes detalhes sobre internação involuntária, a família pode estar segura de que há, no país, instituições altamente qualificadas para prestar este serviço, respeitando não somente estas normas, mas garantindo serviço eficaz e de qualidade.

Fonte: Gazeta Press

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  1. Gostaria de informar o que gerou a polêmica da internação involuntária: o pessoal dos Direitos Humanos se posicionou contrário a este procedimento com menores, considerando uma atitude arbitrária que iria ferí-los. Como eu, por 11 anos, muito padeci com as visitas do Marcos Rolim e Maria do Rosário à FASE e eles vêem tudo distorcidamente, sempre em defesa do menor, enviei email aos dois perguntando onde estavam os Direitos Humanos que não tomou nenhuma atitude para tentar tratar e recuperá-los quando ainda estão no início? É de Direito deixar essas quase crianças morrerem por uso de drogas? Não há como dar para eles o Direito de recuperação e vida? Só sei que nunca mais tocaram no assunto!

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Família de Dependente Químico também deve fazer Tratamento

Postado por semdrogas em 09-08-2011 com nenhum comentário

O que todas as pessoas que conhecem ou têm um dependente químico na família querem saber é: dá para evitar que as histórias terminem como a de Amy Winehouse? O que muita gente não sabe é que, em muitos casos, não é só o dependente que precisa de tratamento. A família também.

No telhado, um rapaz está fora de controle. Ele subiu em um prédio de Aracaju depois de ter tocado fogo na casa em que mora com a família. Ele parece sentir que o mundo vai cair na cabeça dele. Os bombeiros tentam se aproximar, mas é ele quem vai até o socorro. Vai pendurado, com a força de quem decide não morrer. E na ambulância, a mãe do rapaz só precisa de quatro palavras para explicar o que acabou de acontecer: “É usuário de droga”.

Amy Winehouse também usou drogas, mas ainda não se sabe o que causou a morte da cantora. O talento de Amy transformou esse drama na música “Rehab”, conhecida mundialmente, essa é a descrição de uma rotina de milhões de dependentes químicos que não têm a mesma fama que ela, mas têm o mesmo problema e que buscam ajuda em lugares como uma clínica em Maricá, 70 quilômetros ao norte do Rio de Janeiro.

Pais e mães de dependentes químicos sofrem e chegam a creditar que esse drama não tem saída, ainda mais quando o filho recusa o tratamento. Mas o dependente pode ser tratado. E a família também. “Não adiantava deixar ele aqui e não cuidar da gente, porque ele está aqui se tratando, mas a gente também”, explicou Vitória Nemer, mãe de dependente.

Vitória e o marido Lindomar têm um filho de 16 anos. Ele e outros pais mostram a cara para dizer que o primeiro passo da terapia é acabar com o preconceito. “Eu acho que era safadeza dele. E hoje não. É uma doença. Ele está doente”, disse Lindomar Lima.

“Eu também pensava do mesmo jeito. A gente associa muito dependente químico a marginal”, explicou Fátima Rodrigues, mãe do Danilo. “Assim como a dependência química, a família também nega essa doença, custa a entender esse comportamento como doença”, explicou Mara Victorino, mãe do Pedro.

Se a família não faz nada, o problema aumenta. A família também está doente. “Eu não tinha condição de trabalhar, de levantar e sair da minha casa para trabalhar”, disse Fernando Victorino, pai do Pedro.

Mas a família não pode virar escrava da dependência. “Ela gera conflito, angustia e ansiedade na família inteira, às vezes, mudança de rotina da família por conta da questão da dependência”, ressalta Rosângela Elias, coordenadora de Saúde Mental do CAPS/SP.

“A gente tem que mudar tudo. Não é a gente esquecer de viver a nossa vida para viver em função dele”, contou Vitória.

Entre um extremo e outro, é preciso buscar o equilíbrio com a ajuda da medicina, da terapia e da união da própria família. É o caso do economista Marco Antônio Guedes, que é dependente químico: “Meus filhos tomaram a decisão de me trazer. Não foi uma imposição, mas quase que uma imposição: ‘Pai, vamos’”.

“Contenção médica não é castigo, não é maldade. É algo feito para salvar uma vida”, afirma o psiquiatra Jorge Jaber.

Nessas horas, a família tem que funcionar como família. “Tem família que larga e deixa de mão o dependente, porque chega a uma altura que ela não tem mais estrutura para agüentar aquilo”, declarou Maria Silva, mãe de dependente.

“A gente está aprendendo que, quando ele voltar, vai ser tudo diferente. Aqui quem manda é o pai e a mãe, aqui você não grita, aqui você não dita regras. Aqui somos nós”, declarou Vitória.

O estudante Pedro Victorino fala em responsabilidade de cada um: “Dar a cada um a responsabilidade que é devida. Ou seja, mãe, você deixou de ser mãe em algum momento. Qual é o papel de mãe? Pai deixou de ser pai. Qual é o papel de pai aqui que ‘disfuncionou’”.

Só que nem sempre existe uma razão simples, de falta de autoridade ou de amor, para explicar por que a droga entrou na vida do filho. Amy Winehouse, por exemplo, teve uma infância normal.

“Eu não consigo, nas histórias dos meus pacientes, apontar que uma vez, como se fosse uma caixinha mágica, abre-se a tampa da caixinha. ‘Ah, foi isso que estava aqui que aconteceu, que causou aquela catástrofe depois’.”, explicou a psiquiatra Maria Thereza de Aquino, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Mas uma coisa é certa: existem maneiras de evitar que isso aconteça, e começa pela conversa.

O psiquiatra Jorge Jaber ensina: “Não há mais como se falar em educação de filhos sem abordar o tema das drogas. Enquanto a família mantém o diálogo, enquanto o diálogo se dá, tenham certeza: a família consegue passar a cultura da prevenção às doenças, incluindo as doenças derivadas do uso de drogas”.

A prevenção funciona melhor quando o filho tem certeza que os pais se interessam de verdade pela vida dele. “São fatores protetores esse interesse dos pais pelos amigos, pela vida do filho, o diálogo em família”, esclarece a psiquiatra Maria Thereza.

O convívio entre pais e filhos não pode parecer uma obrigação chata. “Quando essa presença é atraente, ela é um convívio gostoso, os próprios filhos procuram”, declarou a psiquiatra.

Se o filho já está consumindo droga, a família tem que procurar ajuda profissional e apoiar o dependente. “Internação é uma atividade médica. Só quem pode internar uma pessoa é um médico. Se a família chegar no hospital e disser ‘eu quero internar meu filho’, mas não for indicada a internação, o médico não internará”, afirmou Jorge Jaber.

E se o dependente está fora de si e toma atitudes violentas? “Toda situação de risco a gente tem que ter o cuidado que o risco impõe. Tem que chamar o Samu, tem que chamar os bombeiros”, alertou Rosângela Elias, coordenadora de Saúde Mental do CAPS/SP.

Depois o atendimento é oferecido pelo SUS, nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), em todo o Brasil. “O Caps é porta aberta, qualquer pessoa, qualquer cidadão pode procurar o Caps, ou o familiar. Se a pessoa não quiser o tratamento, o familiar também pode procurar o serviço e, a partir daí, vai se desencadear um processo onde o trabalho e a participação da família é fundamental”, apontou Rosângela Elias, coordenadora de Saúde Mental do CAPS/SP.

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