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ÁLCOOL É DROGA!

Postado por Sem Drogas em 13-10-2013 com nenhum comentário

Pesquisa do site: www.uniad.org.br

Psicóloga: Heloísa V. Barroso

CRP: 12/11342

Revista Radis – n.132 – Reportagens

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Sem moderação, bebida provoca doenças crônicas e potencializa acidentes e violência

 

Cerveja, vinho, vodca, cachaça: bebidas vendidas e consumidas sem restrições, sob estímulo da mídia e com aceitação da sociedade. O que não está informado nos rótulos dessas garrafas e nas peças de publicidade com mulheres de biquíni e situações de descontração são os males associados ao seu consumo: doenças crônicas, dependência, acidentes de trânsito, violência urbana e doméstica. “O álcool não é percebido no imaginário social como droga”, alerta Edinilsa Ramos de Souza, pesquisadora do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Carelli (Claves/Ensp/Fiocruz).

Cerca de 4% das mortes no mundo são atribuídas a bebidas alcoólicas, superando as causadas por HIV/aids, violência e tuberculose, de acordo com o Relatório Global sobre Álcool e Saúde da Organização Mundial da Saúde (OM S), de 2011. A OM S avalia que “o uso do álcool continua recebendo pouca atenção em termos de políticas públicas, incluindo as políticas de saúde”, apesar de ser o terceiro maior fator de risco para doenças e invalidez do mundo — em países em desenvolvimento, é o maior risco.

A bebida pode causar diretamente 60 tipos de doenças e lesões (cirrose, pancreatite, cânceres de cólon, reto, mama, laringe, fígado, esôfago, boca e faringe, transtornos mentais, epilepsia, hipertensão, diabetes, má formação de feto) e outras 200 indiretamente (é fator de risco para a transmissão de HIV/aids e tuberculose, por exemplo), além de estar associada a problemas sociais (homicídios, agressões, negligência contra crianças, acidentes de trânsito, faltas ao trabalho).

Bebendo mais e pior

Metade dos brasileiros consome bebidas alcoólicas, identificou o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas 2012 (Lenad), realizado pelo Instituto Nacional de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas (Inpad), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “O número de abstêmios se manteve estável, comparado com o do levantamento de 2006; o que vem mudando nesse período é a forma como os brasileiros bebem”, conta Clarice Sandi Madruga, coordenadora do Lenad.

A pesquisa, que ouviu 4.607 brasileiros acima de 14 anos em 149 municípios, registrou aumento de 20% na proporção de bebedores frequentes (que bebem uma vez por semana ou mais), de 45% em 2006 para 54% em 2012. As mulheres foram as que mais contribuíram para a subida do índice: 39% das bebedoras consumiam álcool com frequência em 2012, contra 29% em 2006.

Cresceu também o que os pesquisadores chamam de binge drinking, referindo-se à ingestão de grande quantidade de bebida alcoólica em curto espaço de tempo — quatro doses para mulheres e cinco doses para homens em até duas horas (uma dose é igual a uma lata de cerveja ou uma taça de vinho ou uma dose de destilado, por exemplo). Essa forma de beber foi relatada por 45% dos bebedores em 2006 e por 59% em 2012 — uma alta de 31%.

“Esse grupo é o que mais causa problemas à sociedade, por ser mais numeroso que o de dependentes. Não são doentes, mas adotam um padrão de uso do álcool associado a doenças crônicas e a comportamentos de risco, como dirigir embriagado”, comenta Clarice. A coordenadora do Lenad explica que a prática do binge drinking foi primeiramente detectada na Inglaterra: como os pubs fecham às 23h, os ingleses passaram a intercalar fermentado (cerveja) e destilado (vodca, tequila, uísque, licor) para sentir mais rapidamente o efeito entorpecente do álcool.

Mulheres são alvo

Novamente, o levantamento detectou aumento maior dessa forma de beber entre as mulheres, de 36% para 49% das bebedoras — salto de 36%. A hipótese da pesquisadora para explicar o crescimento do consumo frequente e nocivo por elas é a expansão do mercado de bebidas voltadas para o público feminino, entre elas o ice, mistura de vodca com água gaseificada sabor limão, laranja ou abacaxi. “Acredito que tenha muito a ver com as campanhas publicitárias da indústria destinadas ao sexo feminino”, diz (ver matéria na pág. 16).

A alta no binge drinking também foi mais acentuada nas classes C (43%), D (43%) e E (48%), beneficiadas pelo crescimento econômico dos últimos anos. “Os brasileiros não começam a beber quando têm mais dinheiro, mas os que já bebiam passam a beber mais assim que a situação financeira melhora”, relaciona Clarice.

A dependência ou abuso de álcool atinge 11 milhões de pessoas no país ou 6,8% da população — entre os homens, a taxa chega a 10,5%. “Essa questão deveria receber mais atenção do governo, afinal leva-se em média 11 anos para se estabelecer dependência. É possível identificar precocemente os casos de uso abusivo e existem técnicas para intervenção precoce”, avalia Ana Regina Noto, coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Saúde e Uso de Substâncias (Nepsis), da Unifesp.

Custos para o SUS

O álcool bate à porta do SUS via emergência: 16,3% dos atendimentos por acidentes e violências em serviços públicos de urgência e emergência em 2011 envolviam pessoas embriagadas, segundo o Inquérito Viva (Vigilância de Violências e Acidentes), do Ministério da Saúde, que ouviu 47 mil pessoas em 71 hospitais de todas as capitais e do Distrito Federal. O estudo aponta que 49% dos pacientes atendidos por terem sofrido agressão haviam bebido — a maioria homens com idade entre 20 e 39 anos (ver matéria na pág. 19). Também estavam alcoolizados 36,5% dos atendidos por lesão autoprovocada e 21,2% dos atendidos por acidente de trânsito.

“Existe um equívoco em termos de política pública, com o estabelecimento de prioridade para o combate ao crack, enquanto se permite a propaganda de outra droga”, analisa Ana Regina, para quem a política de álcool deveria seguir o bem-sucedido exemplo do tabaco, que teve como efeito a diminuição significativa de fumantes no Brasil (Radis 131), a partir do aumento de preços e da proibição de propaganda, entre outras medidas.

“Políticas de álcool são praticamente inexistentes no Brasil e as poucas leis que existem para regular a indústria não são bem aplicadas”, complementa o coordenador do Centro de Referência em Pesquisa, Intervenção e Avaliação em Álcool e Outras Drogas (Crepeia), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Telmo Ronzani (ver entrevista na pág. 24).

A elaboração da política de drogas brasileira cabe à Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), ligada ao Ministério da Justiça. Uma busca no site da Senad pode indicar qual é a dimensão do álcool nessa política, o resultado chama a atenção: a palavra álcool leva a 42 textos; crack leva a 125. No Ministério da Saúde, a ação relativa ao consumo de álcool é o tratamento de dependentes, nos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) (ver matéria na pág. 23).

“Há tolerância com o consumo de álcool no país, uma postura de aceitação, uma naturalização do beber, incorporado à nossa cultura”, observa o antropólogo Mauricio Fiore, pesquisador do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (Neip). “Metade da população brasileira consome bebidas alcoólicas com alguma frequência, sem que tenha percepção clara de que álcool também é droga: está no limiar entre droga, alimento e combustível da alegria”.

Fiore também cita as campanhas antitabagistas como exemplo a ser seguido: “O cigarro estava igualmente incorporado à cultura brasileira até o Estado começar a afirmar que era, sim, uma droga que provocava sérias consequências à saúde”. O antropólogo diz observar a construção de processo semelhante, de “desnaturalização do álcool”, no mundo. Mas ressalva que esse é mais lento do que o do tabaco, especialmente no Brasil. “Há alguma pressão por uma política pública mais clara, com limitação de venda e publicidade de bebidas, só que infelizmente não ganha velocidade”, diz.

Para a OMS, uma das maneiras mais efetivas de reduzir os problemas associados ao álcool é aumentar o preço das bebidas, a partir de taxação. “Análise recente de 112 estudos sobre o efeito do aumento de impostos nesse setor mostra que, quando as taxas aumentam, o consumo diminui, inclusive entre bebedores problemáticos e jovens”, informa o relatório global da organização. Outras medidas recomendadas são a implementação e a fiscalização de idade mínima para uso e de limites para beber e dirigir, juntamente com restrições à propaganda.

“O Brasil é um país desregulado nessa questão”, opina Clarice, ressaltando que a proibição de venda de álcool para menores de idade não é seguida e que falta regulação de pontos de venda e de publicidade. “Não à toa a AmBev (fabricante de bebidas) é a empresa que mais cresce no país, na ausência de limites para essa indústria”.

“Precisamos desnaturalizar, desbanalizar, tirar o consumo de álcool dessa posição de conforto, como parte da festa e da refeição, ingerido na frente de crianças e adolescentes como se não fosse uma droga”, defende Fiore. “Não se deve demonizar, porque isso não funciona, mas educar para o consumo com algum nível de controle, porque é uma droga”.

 

Autor: Bruno Dominguez, Elisa Batalha e Liseane Morosini

 

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Efeito das Drogas Sobre o Sexo e o Prazer

Postado por Sem Drogas em 18-09-2013 com nenhum comentário

Psicóloga: Heloísa V. Barroso

CRP: 12/11342

Há muito tempo vem se discutindo sobre as drogas e seus efeitos afrodisíacos. O consumo de drogas acarreta uma liberação de hormônios que estimulam o prazer como: dopamina, serotonina e noradrenalina. Esta liberação, atrelada ao ato sexual, desperta a curiosidade das pessoas em potencializar o prazer. Porém o que muitas pessoas não sabem é que estas substâncias podem interferir negativamente na sexualidade, ocasionando desta forma um efeito contrário ao desejado.

O álcool, por exemplo, é a droga que possui estudos mais concretos e reconhecidos quanto à sua influência no comportamento sexual. Em usuários crônicos de álcool do sexo masculino observa-se uma piora na ereção, redução dos níveis de testosterona, redução no número de espermatozoides e piora nos testes de desempenho sexual. Nas mulheres que ingerem uma grande quantidade de álcool aponta-se uma grande dificuldade em atingir o orgasmo.

A cocaína é sem dúvida uma droga muito associada ao prazer sexual. Seu uso crônico pode acarretar em usuários homens uma dificuldade em manter a ereção e problemas na ejaculação podendo ser precoce ou tardia.

Já em usuários de crack observa-se uma redução da libido, ou seja, do desejo sexual. O aumento da atividade sexual associado ao uso de crack está provavelmente ligado ao alto índice de prostituição destes usuários e não ao aumento do prazer sexual.

Outra droga muito lembrada neste contexto é a maconha. Provavelmente associada ao prazer sexual devido ao aguçamento dos sentidos, tornando por vezes o usuário em questão mais sensível ao ato sexual. No entanto, cronicamente, seu uso pode prejudicar o sistema reprodutor reduzindo os níveis de testosterona e outros hormônios.

Por fim, não poderia deixar de citar o ecstasy, considerado a “droga do amor”. Embora possua impacto direto sobre a sexualidade e o desejo sexual, em doses elevadas pode reduzir o desejo e aumentar a dificuldade em alcançar o orgasmo.

Observa-se que o álcool e outras drogas possuem grande impacto na vida sexual de homens e mulheres. Em doses elevadas e em uso contínuo de substâncias psicoativas o que se pode perceber não é apenas um efeito disfuncional na função sexual dos indivíduos, mas também um alto índice de transmissão de doenças sexualmente transmissíveis frequentemente associado ao sexo desprotegido. Isto ocorre porque estas substâncias reduzem o “senso de risco” das pessoas, tornando-as mais vulneráveis à situações perigosas.

Portanto, faz-se pertinente repensar a questão sexual de um ponto de vista saudável, prazeroso e do que realmente entendemos por qualidade nas relações sexuais.

 

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CODEPENDÊNCIA, O QUE É?

Postado por Sem Drogas em 16-08-2013 com nenhum comentário

Texto com base no livro: Codependência Nunca Mais: Pare de Controlar a Vida dos Outros e Cuide de Você Mesmo

Psicóloga: Heloísa V. Barroso/ CRP: 12/11342

 

“Não é fácil encontrar a felicidade em nós mesmos, mas é impossível encontrá-la em outro lugar”. (Agnes Repplier).

 

Embora a palavra codependência tenha seu surgimento datado em 1979, já era uma realidade há muito mais tempo presente na vida de inúmeras pessoas. Porém, somente algum depois foi-se nomear este tipo de comportamento bastante comum em familiares de pessoas acometidas pela dependência química.

 

Obviamente olharemos para a codependência dentro desta realidade da drogadição, mas faz-se importante ressaltar que não é um comportamento exclusivo de pessoas próximas a usuários de álcool e outras drogas. A codependência é um comportamento que se estabelece em inúmeras relações interpessoais.

 

A medida em que os especialistas começaram a entender melhor sobre este assunto, mais pessoas pareciam possuí-la: filhos adultos de alcoolicos, pessoas que se relacionavam com outras mentalmente perturbadas, pessoas em relacionamentos com doentes crônicos, pais de crianças com problemas de comportamentos, pessoas em relacionamento com  outras pessoas com comportamento irresponsável, enfermeiros, assistentes sociais e outros profissionais que ajudam outras pessoas. Até mesmo alcoólicos e dependentes químicos em recuperação perceberam que eles mesmos eram codependentes e talvez fossem muito antes de se tornarem dependentes químicos.

 

Mas, afinal? Qual a definição exata de codependência?

 

Bom, se entendermos a dependência química como ser dependente (psicológica e/ou fisicamente) de álcool e/ou outras drogas a codependência pode ser entendida como ser um parceiro na dependência.

 

Robert Subby, em seu livro, escreveu uma definição exata do que se entende por codependencia: “Uma condição emocional, psicológica e comportamental que se desenvolve como resultado da exposição prolongada de um indivíduo a – e à prática de – um conjunto de regras opressivas que evitam a manifestação aberta de sentimentos e a discussão direta de problemas pessoais e interpessoais”.

 

O fato é que existe um denominador razoavelmente comum para codependencia: ter um relacionamento pessoal ou profissional com pessoas perturbadas, carentes ou dependentes. Outro denominador comum mais frequente e observado na dinâmica familiar de dependentes químicos são as regras silenciosas e não escritas que se estabelecem e ditam o ritmo dos relacionamentos. Tais regras PROIBEM a discussão de problemas, a expressão aberta de sentimentos, a comunicação honesta e direta, as expectativas realistas, o egoísmo, a vulnerabilidade, a imperfeição, confiar em outras pessoas e em si mesmo, brincar e divertir-se.

 

De modo geral, o que se pode observar é que o codependente (na realidade que nos interessa) muitas vezes dá lugar para o dependente ser dependente de álcool e/ou outras drogas dentro da dinâmica familiar. Por isto, se faz tão pertinente que as famílias sejam acompanhadas e recebam a devida atenção e monitoramento quando seu ente está em tratamento. O codependente pode ser facilmente identificado nesta família e receber as orientações necessárias, pois seu padrão de comportamento também lhe gera dor e sofrimento.

 

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Drogas e o Sistema Cerebral de Recompensa

Postado por Sem Drogas em 16-08-2013 com nenhum comentário

Texto com base no livro: Juventude & Drogas: Anjos Caídos

Piscóloga: Heloísa V. Barroso/ CRP: 12/11342

 

Não podemos falar de como as drogas funcionam em nosso cérebro sem falar em um sistema existente nele chamado sistema cerebral de recompensa.

Este sistema é responsável por armazenar memórias prazerosas e desta forma contribuir para a perpetuação da espécie. Sendo assim, é por ele que também passam todos os tipos de vícios.

As substâncias psicoativas influenciam diretamente este sistema, e logo é possível perceber porquê se transformam em vício podendo desenvolver a dependência química.

Em qualquer atividade prazerosa que realizamos nosso cérebro libera neurotransmissores para armazenar a memória deste prazer. No caso das drogas elas podem imitar a ação destes neurotransmissores ou simplesmente impedir sua ação.

Os mais importantes neurotransmissores são:

 

- Norepinefrina: está relacionado com a vivacidade, a concentração, as emoções positivas e a analgesia (supressão da dor). Em baixa dosagem, pode acarretar depressão e falta de atenção; em alta impulsividade e ansiedade. As bolinhas e os remédios para emagrecer (anfetaminas) podem camuflar os efeitos da norepinefrina.

 

- Dopamina: encontrada em altos níveis no sistema límbico, é considerada molécula do prazer. Seu efeito principal é produzir euforia. Em excesso ocasiona comportamento psicótico, incluindo alucinação e paranóia. A cocaína imita o efeito da dopamina.

 

-Serotonina: está relacionada com as alterações de humor, com as compulsões e outros comportamentos inadequados. Os alucinógenos em geral interagem com os receptores da serotonina.

 

- Acetilcolina: necessária a capacidade de aprendizado , à memória, ao humor e ao sono. A nicotina imita a deste neurotransmissor.

 

- Gaba (ácido gaba-aminobutírico): inibidor das células amplamente disponível no cérebro. O álcool e os barbitúricos mimetizam os efeitos do gaba.

 

O que acontece é que as drogas enganam o organismo desequilibrando todo seu funcionamento saudável. A droga libera recompensa sem a necessidade de comportamentos positivos, significa muita recompensa para pouco esforço. Como a droga libera muito mais prazer do que qualquer outra atividade prazerosa (por exemplo comer chocolate, praticar exercícios físicos, atividades sexuais) logo o organismo entende que precisa da droga para manter sua sobrevivência assim como precisa se alimentar. Quando um indivíduo diz: “uso droga porque quero” pode na verdade estar camuflando o vício. A droga cria no organismo uma relação de pequena causa (pouco esforço para consumir a droga) e muita consequência (grande prazer). Desta forma, a droga engana o circuito de recompensa, fazendo-se passar por neurotransmissores que trabalham para receber a gratificação, traindo a natureza biológica do ser humano.

 

Publicado em: Drogas

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Amor Exigente

Postado por semdrogas em 27-04-2012 com um comentário

OS 12 PRINCIPIOS BÁSICO DO AMOR EXIGENTE

1º – RAÍZES CULTURAIS: “Ninguém dá o que não tem”. Pais vázios, filhos frágeis. Escrevia im jovem encarcerado a seus pais: “Porque vocês foram tão fracos no bem, eu fui forte no mal”. Pais desesperados, filhos desorientados.

2º – OS PAIS TAMBÉM SÃO GENTE: Isso quer dizer que os pais não são onipotentes, pelo contrário, devem aceitar suas imperfeições e devem perdoar a si próprios, sem perder a autoridade, nem desanimar por causa dos problemas.

3º – OS RECURSOS SÃO LIMITADOS: Na verdade, os pais precisam ser ajudados com o apreço, reconhecimento e atenção dos filhos, pois sofrem limitações econômicas, emocionais, éticas, religiosas.

4º – PAIS E FILHOS NÃO SÃO IGUAIS: Aos pais cabe a obrigação de intervir, de estabelecer normas, de cobrar. Não pode abdicar de sua missão nem de sua autoridade. Os filhos devem respeito aos pais.

5º – CULPA: O jogo da culpa não resolve nada. A culpa torna as pessoas indefesas e sem ação. De nada adianta autoflagelar-se, o que importa é mudar, aprender com os erros. É tempo de parar de se culpar e culpar os outros e de começar a agir com novos propósitos.

6º COMPORTAMENTO: O comportamento dos pais afeta os filhos e o comportamento dos filhos afeta os pais. O jeito de ser pai e mãe, o testemunho de vida dos pais, os gestos mais que as palavras afetam os filhos. Por outro lado, os acontecimentos da vida dos filhos, sua conduta, suas crises, afetam os pais. Os pais também precisam de ajuda.

7º TOMADA DE ATITUDE: É preciso tomar atitude. Não omitir-se nem delegar responsabilidades para terceiros. Os pais devem discordar dos filhos quando errados, tomar atitude contra os abusos, buscar o apoio de outras pessoas, sobretudo obter informações. É preciso decidir, agir, cumprir seu dever e sua missão.

8º A CRISE: Os problemas são possibilidades de vitória. É preciso trocar idéias, aceitar ajuda de outras pessoas, saber administrar as crises. Das crises bem administradas surge a possibilidade de mudanças positivas.

9º GRUPO DE APOIO - Esse grupo é formado por pais envolvidos com problemas de drogas com seus filhos, para troca de experiências, informações e instruções. Assim, os pais não se sentem sozinhos e tem um ambiente propicio para seus desabados e alivio das tensões.

10º. – COOPERAÇÃO: Exigir a cooperação dos filhos. Os pais devem dar tarefas e trabalhos para os filhos em casa, fazendo-os participar da vida familiar. A essência da família repousa na cooperação, é preciso viver a cooperação e queremos ensinar cooperação.

11º. – EXIGÊNCIA OU DISCIPLINA: A disciplina é uma necessidade. Sem disciplina, os filhos crescem inseguros e tornam-se onipotentes. Os pais acabam sendo reféns de seus filhos. É preciso estabelecer limites e educar. Não esconder a verdade.

12º. – AMOR: Amar é saber ser firme, saber dizer não. Os pais não devem ceder aos sentimentos e emoções. Não colocar panos quentes sobre os erros dos filhos. Muito menos justificar seus erros, não se abalar com as chantagens. O sofrimento é redentor. O amor é exigente.

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1 comentário
  1. José Antonio Coleti

    Precisamos fazer algo para solucionar os problemas das drogas só ira acontecer algo de bom quando cada um fizer a sua parte não achando que a culpa é desse ou daquele, faço parte parte do Amor Exigente e vejo o quando é difícil, mais mesmo com dificuldades não podemos parar.

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Mortalidade do alcoolismo no Brasil é quase tão grande quanto a do crack

Postado por semdrogas em 19-09-2011 com nenhum comentário

Estudo da Unifesp revela que 17% dos dependentes atendidos morreram após cinco anos; na Inglaterra, o índice é de 0,5%; violência e doenças relacionadas ao vício em álcool foram as principais causas de morte; religião é apontada como fator de proteção

Lígia Formenti / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

O índice de mortalidade entre dependentes de álcool no Brasil está próximo do registrado entre usuários de crack. Pesquisa inédita feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que, em cinco anos, 17% dos pacientes atendidos em uma unidade de tratamento da zona sul de São Paulo morreram.

“É um número altíssimo. Na Inglaterra, o índice não ultrapassa 0,5% ao ano”, diz o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador do estudo.

O trabalho, que será publicado na próxima edição da Revista Brasileira de Psiquiatria, segue uma linha de pesquisa de Laranjeira sobre morte entre dependentes de drogas. O estudo feito entre usuários de crack demonstrou que 30% morreram num período de 12 anos. “Naquela mostra, a maior parte dos pacientes morreu nos primeiros cinco anos. Podemos dizer que os índices estão bastante próximos.”

O estudo sobre dependência de álcool procurou, depois de cinco anos, 232 pessoas que haviam sido atendidas num centro do Jardim Ângela, zona sul, em 2002. Desse grupo, 41 haviam morrido – 34% por causas violentas, como acidentes de carro ou homicídios. Outros 66% foram vítimas de doenças relacionadas ao alcoolismo. “Os resultados estampam a falta de uma rede de assistência para esses pacientes. Todas as fases do atendimento são deficientes: desde o serviço de urgência, para o dependente em crise, até a rede de assistência psicossocial”, diz Laranjeira.

Violência. Os altos índices de mortalidade são explicados por Laranjeira. Entre dependentes de álcool, principalmente nos casos mais graves, pacientes perdem o vínculo com a família, com o trabalho e adotam atitudes que os expõem a riscos, como sexo sem preservativo ou brigas.

A velocidade desse processo é maior entre pessoas de classes menos privilegiadas, avalia Laranjeira. “Como em qualquer outra doença, pessoas que têm acesso a um serviço de melhor qualidade têm mais chances de controlar o problema. Daí a necessidade de equipar melhor a rede pública”, comparou.

O grupo avaliado na pesquisa da Unifesp ilustra esse processo. A totalidade dos pacientes atendidos era de classe E e D – 52,2% estavam desempregados. A idade média dos entrevistados era de 42 anos. “Debilitados e sem dinheiro, esse grupo dificilmente consegue se inserir novamente na sociedade”, completou.

A ligação com a violência também está clara. O trabalho mostra que entre sujeitos que consumiram álcool, o risco de estar envolvido com crime era 4,1 vezes maior que entre os abstêmios.

Laranjeira lembra que o Jardim Ângela é bairro de periferia. “Mas os baixos indicadores dos pacientes analisados na pesquisa estão longe de refletir a população do bairro. Ali há economia, pessoas estão empregadas.”

Religião. Além da alta mortalidade, a pesquisa conclui que atividades religiosas exercem um efeito protetor sobre os dependentes. Entre os que pertenciam a algum grupo, incluindo os de autoajuda, os índices de participação em crimes eram menores que entre os demais. Dos entrevistados que faziam parte de algum grupo religioso, 30,6% não tiveram participação em crime. Entre os que não estavam ligados a nenhum grupo religioso, 18% conseguiram se manter afastados de crimes.

“Num cenário de total desassistência, é ali que o grupo conseguiu apoio”, diz Laranjeira. Um resultado que, na avaliação do pesquisador, é muito importante de ser considerado. “Numa doença que apresenta um índice de mortalidade de 17%, qualquer fator protetor deve ser estimulado, sem preconceito.” Justamente por isso ele não hesitaria em recomendar para os pacientes procurarem grupos de apoio, incluindo os de natureza religiosa.

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Como é que as DROGAS funcionam?

Postado por semdrogas em 13-09-2011 com nenhum comentário

As drogas são essencialmente venenos. A quantidade utilizada determina o efeito. Uma pequena quantidade atua como um estimulante (acelera a pessoa). Uma grande quantidade atua como sedativo ( desacelera a pessoa). Uma quantidade ainda maior de veneno pode matá-lo.

Isto é verdade para qualquer droga. Apenas a quantidade necessária para alcançar o efeito difere.

As drogas bloqueiam todas as sensações, tanto as desejáveis como as indesejáveis. Enquanto as drogas têm um valor de curto prazo para resolver a dor, elas aniquilam as capacidades e o estado de alerta e turvam o pensamento de uma pessoa.
Medicamentos são drogas que pretendem acelerar ou desacelerar ou mudar alguma coisa sobre o modo como o corpo está funcionando para tentar fazê-lo funcionar melhor. Por vezes elas são necessárias. Mas elas continuam a ser drogas: elas atuam como estimulantes ou sedativos e demasiados podem matá-lo. Deste modo se os medicamentos não são usados como devem ser usados, eles podem ser tão dolorosos como drogas ilegais.

AS DROGAS AFETAM A MENTE

Normalmente, quando a pessoa se lembra de alguma coisa, a mente é muito rápida e a informação vem à pessoa rapidamente. Mas as drogas embaraçam a memória, causando lugares em branco. Quando uma pessoa tenta obter informação através desta confusão nebulosa, ela não o consegue fazer. As drogas fazem as pessoas sentirem-se lentas ou estúpidas e fazem a pessoa falhar na vida. E quanto mais fracassos ele tem na vida, mais difícil a vida se torna, ele deseja mais a droga como desejo de lidar com o problema ou de fugir dele.
Isto pode distorcer as percepções do toxicómano sobre o que está acontecendo a sua volta. Como um resultado, as ações da pessoa podem parecer muito estranhas ou irracionais. Ela pode até tornar-se violenta.

AS DROGAS DESTROEM A CRIATIVIDADE

Uma mentira dita sobre as drogas é que elas ajudam uma pessoa a ser mais criativa. A verdade é muito diferente. A verdade é que as drogas destroem a criatividade. isto deve-se aos efeitos que as drogas e toxinas têm na resposta emocional da pessoa para a vida.
Uma pessoa que se sinta triste pode usar drogas na esperança de se sentir feliz, mas isto não funciona. A cocaína, por exemplo, põe a pessoa numa espécie de alegria falsa, mas quando o efeito da droga termina, ele ou ela vai ainda mais para baixo do que estava antes. E cada vez a emoção cai mais e mais para baixo. Eventualmente as drogas irão destruir completamente toda a criatividade que a pessoa tem.

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Porque é que as pessoas consomem DROGAS?

Postado por semdrogas em 13-09-2011 com nenhum comentário

As pessoas consomem drogas porque querem mudar alguma coisa em suas vidas. Aqui estão algumas das razões que os jovens deram para consumirem drogas:
- Para se encaixar
- Para escapar ou relaxar
- Para aliviar o aborrecimento
- Para parecer crescido
- Para se rebelar
- Para experimentar
Elas pensam que as drogas são a solução. Mas eventualmente, as drogas tornam-se um problema grave.
Usar drogas não é a resposta nem a solução para qualquer problema. Sendo difícil como é enfrentar os próprios problemas, as consequências das drogas são sempre piores do que o problema que uma pessoam está tentando resolver com as drogas. A verdadeira resposta é conseguir os fatos e não consumir drogas em primeiro lugar.

DEFINIÇÕES:
Dependência: Um estado de habituação ou vício físico ou mental de uma substância, especialmente uma droga ilegal ou legal que tenha um efeito destrutivo.
Droga: As drogas são substâncias que não são comida ou nutrição, que quando colocadas dentro do corpo mudam o modo de operação do corpo ou o modo de como uma pessoa pensa ou sente.
Droga ilegal: Uma droga que não está autorizada pela Lei por causa dos seus efeitos perigosos.
Narcótico: Uma droga afeta o sistema nervoso central (nervos e medula espinal) de um modo que pode produzir doenças, euforia, perdas de memória, falhas de coordenação e incosciência. Muitos narcóticos são derivados da papoila do ópio.
Sindrome de Abstinência: As reações físicas e emocionais sentidas quando o individuo está saindo de uma droga. Isto pode variar entre um desconforto médio a dores intensas e ataques, dependendo das drogas. Evitar estas dores é uma razão porque os viciados não conseguem sair das drogas sozinhos, mesmo que eles queiram sair.

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Francine Deschamps

Postado por semdrogas em 06-09-2011 com um comentário

Francine Deschamps faleceu em outubro de 2009, vítima das drogas. Foi usuária de cocaína por um ano, estava em tratamento para a dependência química e teve uma recaída. Com a mistura dos medicamentos do tratamento e a droga, acabou tendo uma overdose e faleceu. Sua irmã, Isabela Deschamps criou um Blog para mostrar a todos os seus amigos a luta da Fran contra a dependência, as suas aflições e angústias, que ela deixou registrado num diário e que foi publicado por Isabela no Blog. Clique abaixo e confira.

www.saudadesdafran.blogspot.com

Publicado em: Drogas, Família, Tratamentos

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1 comentário
  1. camila

    oi conheci seu blog e adorei, meu irmão também já foi viciado mais graças a Deus se recuperou a tempo, agora tem esposa e filhos, quanto vi as matérias sofri junto com você, pela perda da irmã e agora da mãe, mais pense que tudo nesta vida e pela permição de Deus, que ele te abençoe muito e te de forças para mais esta prova. abraço.

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Eu vou Sem Drogas

Postado por semdrogas em 06-09-2011 com nenhum comentário

Publicado em: Drogas, Família, Tratamentos

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