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Avanço do crack pega profissionais desprevenidos

Postado por Sem Drogas em 26-07-2016 com nenhum comentário

O avanço do crack produziu um desafio para ser enfrentado pelos profissionais do Estratégia Saúde da Família (ESF), programa no qual os profissionais de saúde atendem as famílias em suas casas.

 

O estudo “O avanço do crack e os desafios no contexto da Estratégia Saúde da Família” aponta que o programa desempenha um importante papel na detecção, acompanhamento e encaminhamento adequado para os demais serviços da rede de atenção em saúde mental.

No entanto, alerta que é necessária uma discussão mais ampla acerca dos desafios presentes na prática cotidiana, incluindo o acesso às informações, conhecimento das políticas públicas sobre drogas, aceitação dessas ações em suas práticas, comunicação e integração com outros setores da rede, superação do medo e dos preconceitos envolvidos no problema do consumo do crack e ainda das questões correlatas, como a violência e o tráfico.

A pesquisa foi produzida pelos pesquisadores Fernanda Matos Fernandes Castelo Branco, doutora em Enfermagem pela Universidade de São Paulo; Juliana Macêdo de Medeiros, professora do Centro Universitário Uninovapi; Claudete Ferreira de Souza Monteiro, doutora em Enfermagem e professora do curso de Mestrado em Enfermagem pela Universidade Federal do Piauí (UFPI); Telma Maria Evangelista de Araújo, doutora em Enfermagem, professora do curso do Mestrado da Ufpi e diretora da Unidade de Vigilância e Atenção à Saúde da Secretaria Estadual de Saúde do Piauí (Sesapi); e Fernando José Guedes da Silva Júnior, doutor em Enfermagem pela Ufpi e integrante do Grupo de Estudos em Enfermagem, Violência e Saúde Mental.

 

Segundo o estudo, as equipes da Estratégia Saúde da Família ainda enfrentam os desafios pertinentes ao próprio usuário, que atraído pelo ‘canto de sereia’ – o crack-, se vê conduzido por essa força inexplicável, que o leva a cometer crimes, enfraquecer laços afetivos, afastar-se dos padrões legais, religiosos e legais que regem as sociedades para se dedicar exclusivamente ao consumo e à busca incessante dessa droga.

 

Os pesquisadores ressaltam ainda que a família, em muitos casos, em nome de uma pseudo sobrevivência, torna-se ambiente de venda das próprias drogas. E destacam que a ESF surgiu com a filosofia de uma intervenção mais proativa da saúde, uma vez que não se espera que as pessoas busquem os serviços, mas que busquem as pessoas, sendo instrumento de reorganização de demanda. Esse modo de agir incentiva a promoção da saúde, a prevenção e a reorganização da demanda.

 

“Esses profissionais realizam visitas domiciliares e ações de educação em saúde e vigilância em saúde, sendo importantes também no enfrentamento das drogas, muito embora vivenciem as mesmas limitações e os problemas presentes na comunidade”, afirmam os pesquisadores.

Fonte: Jornal Meio Norte

 

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Publicado em: Noticias

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