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PORQUE AS PESSOAS SE TORNAM DEPENDENTES DE DROGAS?

Postado por Sem Drogas em 17-06-2016 com nenhum comentário

Não existe uma única razão, nem idade para alguém usar drogas.

As pessoas são livres e escolhem experimentaram uma droga porque estão estressadas, ansiosas, tristes ou alegres demais. Experimentam para fugir de problemas, aliviar dores da alma e outros apenas curiosidade. São diversos fatores sociais, biológicos e psicológicos que influenciam a relação do indivíduo com uma determinada droga.

É verdade que nem todos que experimentam se tornam dependentes, porém, está cada vez mais arriscado provar sem ter prejuízos. Isso porque as drogas estão cada vez mais potentes, o elevado nível do seu princípio ativo. E outra, as drogas são extremamente fortes e capazes de alterar o funcionamento do cérebro em pouco tempo, como o crack por exemplo.
É bom saber que a dependência química é uma doença que não tem nada a ver com caráter ou idoneidade das pessoas. São homens e mulheres, adolescentes e até mesmo crianças, de todas as classes sociais.
A falsa sensação de bem-estar proporcionada pelas drogas diminui a intensidade com o passar do tempo, fazendo com que a pessoa passe a usar cada vez mais, ou pasta para outra substância mais potente para ter os mesmos efeitos. Essa tolerância acontece porque o cérebro se adapta a tolerância das drogas e sem a substâncias químicas o corpo se sente mal, o humor muda, estresse e depressão aparecem, e a pessoa sofre com abstinência. E para aliviar essas sensações ruins as pessoas acabam usando a droga novamente.
Comportamento compulsivo interfere em toda a vida da pessoa, seus amigos mudam, a família luta contra, o empenho escolar e/o profissional são prejudicados, a situação econômica fica abalada… e ainda que admita que tenha problemas, costuma dizer que pode parar sozinho e quando quiser.
O diagnóstico clínico considera a intensidade da dependência química sendo classificada em três níveis: Leve, Moderada e Grave. Há casos em que a internação não chega a ser necessária internação.
Quando a dependência tem intensidade a nível Leve é indicado tratamento ambulatorial. Podemos considerar leve quando uso de drogas afeta sua vida mas não afastou totalmente das suas atividades cotidianas como estudo ou trabalho. Apesar de conflitos, ainda mantêm a relação familiar relativamente estável. É comum que a pessoa apresente alterações de humor repentinas, tenha horários desregulados e perca interesse em outras formas de lazer, como o esporte por exemplo. Manter o emprego e a confiança dos familiares e amigos são fatores de motivação em parar de usar. 

No nível Moderado, há uma mudança de comportamento do paciente que têm os vínculos familiares afetados e prejuízos na profissão/estudos. Necessitam de ajuda e nesses casos é preciso um curto período de internação para desintoxicação. O restante do tratamento é feito em ambulatório, ou seja, sem internação.
Infelizmente, muitas famílias procuram ajuda quando o dependente químico está em nível Grave. Neste estágio, os dependentes químicos se encontram debitados, tanto mentalmente quanto fisicamente. As relações familiares e profissionais estão afetadas e  não se importam nem com a própria vida. Muitas vezes é necessário uma internação involuntária (com amparo jurídico) e resgate de emergência.
Com tratamento fármaco e psíquico (mudanças no modo de vida, escola de companhias/relações, construção do projeto de vida, famílias co-dependentes, patologias…) é possível criar uma resiliência. O usuário entende que a vigilância para evitar recaídas nunca cessara, mas pode-se viver com saúde mental.

 

Marci Kraft

Psicóloga no Centro de Referencia em Saúde Mental Verde Vale

CRP 12/11637

 

CENTRO DE REFERÊNCIA EM SAÚDE MENTAL VERDE VALE oferece em Jaraguá do Sul (SC) serviços de consultório com atendimentos na área da psiquiatria e psicologia e de internações nas modalidades voluntária, involuntária e compulsória.

Dispomos de serviços de resgate 24 horas.

Informações pelos fones: (47) 9234-1746 / (47) 8808-9169

www.clinicaverdevale.com.br

 

 

Publicado em: Família

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